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Laranja Mecânica: violência explícita e ironia
O romance do inglês Burgess, publicado originalmente em 1962, foi filmado por Stanley Kubrick em 1971. O livro aparece na lista de clássicos compilada por John Clute, é fichado no guia Anatomy of Wonder 4 (1995), destacado na Merriam-Webster's Encyclopedia of Literature (1995), e até mencionado no The Oxford Companion to the English Literature (1992). É uma das obras inglesas mais famosas da segunda metade do século 20, e a mais conhecida de Burgess (1917-1993).
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SuperInteressante - Edição de 09/2004 - por Sérgio Gwercman
Laranja Mecânica: O futuro é violento
Diagnosticado com um tumor cerebral, Anthony Burgess desandou a escrever. Pariu seis livros em um ano para garantir o sustento da viúva. Saiu tudo ao contrário. O tumor não existia – era um diagnóstico malfeito. E dinheiro, que é bom, o inglês só veria uma década depois, em 1971, quando um dos livros foi levado ao cinema por Stanley Kubrick. Era Laranja Mecânica, que ganha nova tradução para o português. Numa das adaptações mais fiéis do cinema, Kubrick retratou uma Inglaterra futurista, onde prisões pretendem usar violência para recuperar criminosos.
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Opinião do Leitor (5)
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IMPRESSIONANTE! por Rainier Morilla (09/12/10)
É um livro que lhe prende do começo ao fim. É impossível parar de ler esta obra. Tem uma implacável critica social, numa estória de tirar o folego. Uma das maiores obras de Ficção Científica já escritas!
HORRORSHOW! -
Obra prima por Nivalda (27/11/10)
LM é daqueles livro que nos deixam de boca aberta ao se terminar a sua leitura. O livro é muito rico em sua linguagem e possui como seu aliado o filme homônimo.
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O que Kubrick não mostrou por Carlos (19/11/10)
Talvez a maioria dos interessados nesta obra tenha vindo a saber de sua existência através da memorável e magnífica película de Kubrick. Kubrick não expõe em filme, porém, o útlimo capítulo, responsável por, como bem já notou o próprio Anthony Burgess, revestir completamente a obra de uma nova conotação e transformar Alex-boy e seus droogs em uma riquíssima e ainda mais marcante metáfora.
Além disso, a obra é marcada por interessante experimentalismo linguístico, contribuindo ainda mais para a singularidade da experiência do leitor e para caracterização e definição de um 'universo paralelo' repleto de paralelos com o nosso. -
Chudesni!!! Horrorshow!!!! por Vanessa S. Cavalcante (19/11/10)
Meu primeiro contato com LM foi por indicação de um colega da faculdade, apaixonado por SCI-FI, que sempre me dava indicações de livro (virei fã de "1984" por causa dele).
Li a edição antiga, de uma outra editora (não lembro qual). No entanto, em 2006, na Livraria Cultura de Recife, descobri que existia uma nova versão. Comprei, afinal, eu sou louca por livros e amo tê-los na estante. Porém, não o levei para casa para ler. Foi diretamente para os braços de um ex-namorado que o devorou em um único dia.
O que falar da obra? Burgess, diagnosticado com um tumor cerebral, em vez de ficar desesperado, começou a escrever loucamente, e eis que surge a obra prima LM. Seu personagem principal, Alex, em diversos momentos, é vilão e vítima, e é muito difícil odiá-lo, mesmo com todas as atrocidades que ele faz. Minha paixão por ele surgiu com as gírias Nadsat,que possui um glossário no final do livro explicando o que significa cada termo.
Seria injustiça minha fazer uma resenha do livro e estragar o prazer de lê-lo. Aconselho a ter paciência com as gírias, que pode causar irritação ter que a todo instante ir lá para o final do ano "traduzir" o que Alex e seus comparsas estão falando.
Eu recomendo!
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Livro maravilhoso por Johnny Gurtler (20/10/10)
Este é um dos melhores livros que já li até hoje.
Muito mais que um livro sobre a violência, é um livro sobre a alma humana.
